The Diary of Hate Project

Retirado de uma frase e música do filme “The End of the Affair”, este é o nome onde várias pessoas, grupos e afins se reúnem com o objectivo de fazer actividades, quer elas sejam artísticas ou não. Basicamente é um nome centrado na ideia de fazermos algo, aproveitar a vida e por aí adiante.

A primeira vez que decidi usar o nome The Diary of Hate Project foi numa das noites onde meto música e pratico o meu hobby de DJ (como eu odeio este termo). Eu olho para este hobby mais como ser apenas alguém que existe para entreter as pessoas, que tenta que as pessoas tenham alguma diversão. Como tal, numa dessas noites decidi usar o tal nome.

O nome vem de um filme que vi, ao apanhá-lo por mero acaso a fazer zapping na TV, numa daquelas noites em que estamos em casa ultra aborrecidos. Na parte em que apanhei o filme uma música que adorei estava a tocar de fundo. Depois de ver o final do filme fui procurar que filme era (através do nome dos actores) e descobri que chamava-se “The End of the Affair”. O mais estranho foi quando fui procurar depois a OST e descobri que foi composta por Michael Nyman (mesmo autor da banda sonora do “The Piano”, entre outras), e que a tal faixa que ouvi e adorei chamava-se “Diary of Hate”. Estranho porque só apenas alguns meses depois, quando comprei o DVD e vi finalmente o filme desde o princípio, descobri que a frase “Diary of Hate” era usada também no próprio filme e tinha um significado profundo no mesmo. Por causa disso, a origem do nome deste projecto teve um impacto ainda mais estranho sobre mim.

“This is a Diary of Hate”, diz o actor Ralph Fiennes no princípio do filme…

Mas agora, qual é o objectivo, conceito e ideia afinal por detrás deste nome e projecto? o The Diary of Hate Project em si pode ser qualquer um de nós. As pessoas reunem-se por detrás deste nome para fazerem coisas dos mais variados géneros, essa é ideia inicial e principal. Podemos fazer noites de música, outras pessoas podem fazer flyers e cartazes para essas noites, outras fazem sessões de Spoken Word, e por aí adiante. Sempre na ideia de tentarmos fazer algo que seja, e sem objectivos monetários ou materiais. Sem barreiras nem limites, e se possível fugindo a locais clichés, tentando levar as coisas a um tipo de público o mais abrangente possível.

Um amigo meu uma vez disse uma coisa curiosa numa das noites de música que fizemos, e claro que ele tinha perfeita razão no que disse. “O que algumas pessoas parece que não percebem, é que o Diary of Hate Project somos todos nós. Qualquer um de nós aqui a beber, a divertir-se, a ouvir ou dançar com a música, etc, é parte do projecto. Estas noites são feitas para nós.”

Como tal, sim, este é o significado básico. O The Diary of Hate Project vem também da evolução de uma velha ideia (na altura chamava-se The Cellophane Project e fiz algumas noites de música em Lisboa por detrás desse nome), com o propósito de fazer coisas que gosto, mas principalmente coisas que levem outras pessoas a ficarem contentes ou a divertir-se. Talvez seja igualmente uma espécie de escape à rotina do dia a dia, mas isso é uma história que fica para outra altura, eventualmente.

E com a origem deste nome e projecto, temos também desde início os paradoxos que regem muita desta ideia e elementos da mesma. O nome parecer agressivo a início, mas que afinal vem de um filme e origem que não tem nada a ver com agressividade, assim como um nome destes vir de um projecto com o objectivo principal de oferecer algo de positivo às pessoas.

Essencialmente, deixarmo-nos levar por primeiras impressões é um erro crasso. ^^


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