Entre o acessível e o especial, a procura de um equilíbrio em função das pessoas

Após umas conversas que tive ontem com algumas pessoas decidi falar aqui um pouco mais de algumas das ideias do que tento concretizar nas sessões de música, onde o que levar em cada uma, numa mala de CDs com espaço limitado, faz com que aconteçam inúmeras decisões sobre o que levar ou não.

É neste aspecto que entra a influência das pessoas que possam aparecer em cada uma das sessões. A primeira decisão em relação ao que meter na mala tem obviamente a ver se um CD tem x faixas fixes para curtir, dançar e derivados, o que está ligado à minha tal obsessão de tentar conhecer o mais possível todos os CDs que tenho ou uso. Mas há outro aspecto igualmente importante em relação ao que existe nessa mala ou não, e isso está relacionado com a vontade de tentar dar algo de especial, de eventualmente oferecer algum daqueles momentos que uma pessoa fique a recordar por motivos muitas vezes não relacionados com abanar o corpo.

É pela razão acima que encontram na mala um album de Sigur Ros, Madredeus, Jeniferever, Cranes, Blonde Redhead ou a OST do filme Amelie por exemplo. Basicamente vários CDs existem na mala à procura daqueles momentos especiais, em que por mero acaso quem mete música e quem está lá nessa altura parecem entrar numa sintonia que só acontece de vez em quando mas que marca sempre qualquer um dos intervenientes, como na passada noite de Setembro no Bar do Bairro onde as pessoas cantaram a música de Madredeus (e frise-se Madredeus, a meio da noite estilo 2h da manha lol) em voz alta e pediram nessa altura que o som fosse aumentado. São momentos surreais mas que nunca se esquecem.

É sempre impossível sabermos se mais momentos desses vão acontecer no futuro porque dependem muito da altura, mas há realmente a tal consciência de ter o que se pode chamar como albuns para todas as ocasiões na mala, invés de apostar só no dançável, apesar do que é dançável ou não ser muito relativo na minha opinião. Se alguém curtir certa banda ou música calma aposto que ela irá dançar na mesma à sua maneira. Pelo menos eu sou assim, sendo normal entrar em delírio com uma faixa ultra calma estilo a Wandering Star de Portishead por exemplo. :p

Toda esta vontade de tentar oferecer algo vem no fundo da razão que já me aconteceu o mesmo, em que estou num sítio e fico meio perplexo e com um sorriso aberto quando começa a dar algo. Queimas das Fitas de Lisboa, antiga Jukebox, Incógnito, as ocasiões já foram muitas, como tal foi com naturalidade que desde início sempre houve a vontade de seguir alguns desses passos. 🙂

A ver vamos se amanhã, dia 28, isso acontece de novo, mas ao menos uma noite divertida deve ser de certeza.

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~ by Azelpds on October 27, 2006.

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